Educomunicar |
Tumblr da área de educomunicação, vulgo educom, destinado a todo educador que acredita na não-excludência entre a originalidade e o compromisso, o humor e a seriedade, o novo e a tradição. =) |
Nas imagens abaixo é aplicada a técnica de subversão contra-publicitária “Cartalito Justiciero”, segundo o Proyecto Squatters, responsável pelo trabalho.
Esse é um projeto argentino, criado sem fins lucrativos e com o objetivo e conscientizar sobre as propagandas, lançando um olhar crítico sobre elas.
Venha a Dot, venha surpreender-se… com todo o lixo materialista que não precisa, mas que fazemos você sentir ser imprescindível porque precisamos que continue consumindo sem pensar nas consequências. Consuma até morrer.
Fizemos uma tradução livre da descrição do projeto (e das intervenções):
“Esta técnica de subversão contra-publicitária permite que você altere os anúncios publicitários e os transforme em veículos culturais para promover valores socialmente construtivos, denunciar os exageros das empresas ou para contribuir com uma mudança positiva na sociedade ao expor o que os anúncios ocultam
A técnica é simples: pegue um pedacinho de papel e use sua maravilhosa criatividade para imaginar uma frase que modifique e subverta as mensagens dos anúncios de acordo com seus valores e forma de ver o mundo. Tire uma foto e exponha sua criação contra-publicitária.
É fácil, divertido… e terapêutico! Experimente em casa!”
Como quer que eu te queira… se não se veste como quero que se vista, se não se identifica com os modelos que te mostro, se não consome como quero que consuma?
A constante reprodução de estereótipos publicitários, como eu, faz com que as mulheres não possam imaginar-se com parâmetros, medidas e valores diferentes… isto faz com que terminem odiando seus corpos e não desfrutem de sua própria sensualidade e sexualidade.
Que tal tentarmos também?
O trabalho do Proyecto Squatters é bem completo e abrange muitos tipos de propaganda. Conheça!
Senhoras e senhores, com vocês, o melhor tutorial dessas eleições, explicando, passo a passo, como produzir propaganda política eficaz e funcional para o brasileiro médio…
(Source : consultingmongoose, via por-falta-de-roteiro)
Será lançado, no próximo dia 11 de agosto, às 16h, na Bienal Internacional do livro de São Paulo, o livro “Educomunicação Imagens do professor na mídia”, organizado pelo Prof. Dr. Adilson Citelli, do CCA.Maria Aparecida Baccega
Professora do mestrado da ESPM. Coordenadora adjunta do Programa de Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo (ESPM). Professora associada aposentada da ECA-USP. Editora da revista Comunicação & Educação, USP/Paulinas, de 1994 a 2005. Autora de artigos e livros, entre os quais: Comunicação e linguagem: discursos e ciência (Moderna) e Televisão e escola: uma mediação possível? (Senac). E-mail: mabga@usp.br
Denise de Oliveira Freire
Jornalista especialista em Jornalismo Cultural pela PUC-SP e assistente de pesquisas acadêmicas no Programa de Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM. E-mail: denise-freire@hotmail.com
Resumo: Inserindo-se no campo comunicação/educação, esta crítica procura verificar como a publicidade se apresenta nos livros didáticos destinados a jovens do Ensino Médio. Para tanto, tomamos os anúncios publicitários inseridos nos livros mais usados: um volume único e um seriado, totalizando, portanto, quatro livros. Através de uma análise primeiramente quantitativa, e, depois, qualitativa, verificamos os modos mais recorrentes das sugestões de exploração dos anúncios publicitários em sala de aula. O resultado nos revelou que as atividades propostas, ainda que interessantes para os estudos de língua, não contemplam, em nenhum momento, a discussão da publicidade na construção de significados e da mídia no tecido da cultura, temas prioritários na contemporaneidade.
Palavras-chave: crítica, educação, publicidade, livro didático, recepção.
Fonte: BACCEGA, M.; FREIRE, D. A publicidade nos livros didáticos do Ensino Médio. Comunicação & Educação, Brasil, v. 12, n. 2, 2010. Disponível em http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/7098/6399.
Tânia Márcia Cezar Hoff
Professora do Programa de Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM. E-mail: thoff@espm.br
Resumo: Atualmente, escola e mídia são experiências de todos: aprender as mídias no mais amplo sentido é uma competência fundamental para o exercício da cidadania. Este artigo apresenta uma discussão de caráter teórico – e não prescritivo – a respeito da utilização do texto publicitário como suporte pedagógico na construção de um sujeito crítico. Focamos nossa reflexão no Ensino Médio de escolas públicas, a etapa final da educação básica e último momento de formação geral, quando a maioria dos jovens brasileiros encerra a trajetória escolar.
Palavras-chave: texto publicitário, educação, suporte pedagógico, sujeito crítico.
Fonte: HOFF, T. O texto publicitário como suporte pedagógico para a construção de um sujeito crítico. Comunicação & Educação, Brasil, v. 12, n. 2, 2010. Disponível em http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/7091/6394.
(via theintentionalife)
Banksy (via lutarcriarpoderpopular)
Para mais, sugiro o documentário Exit through the gift shop.
Marcha das Vadias de Porto Alegre 2012. Foto de João Veppo no Facebook, link original.
04/06/2012 | Por Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte
“Decidimos focar no filho, que influencia o pai na decisão de compra”, diz Ciaco, diretor de publicidade da montadora.
Se você e o seu filho pequeno se sentarem no chão da sala para brincar com um Autorama cujos carrinhos sejam da Fiat ou então se, num parque, se divertirem com um carrinho de controle remoto da marca italiana… Isso vai influenciar sua escolha na hora de comprar um carro novo? A Fiat acha que sim.
A montadora começou há dois anos a vender brinquedos com sua marca no Brasil. A linha se chama Fiat Toys. Os primeiros itens foram o jogo Banco Imobiliário, um Fiat 500 de controle remoto e um jogo de cartas Super Trunfo Fiat. Em 2011, vieram outros produtos, mas é neste ano que a empresa aposta: até dezembro planeja lançar 20 itens para crianças licenciados com sua marca.
O objetivo da Fiat não é vender brinquedos. Eles são vistos como uma ferramenta de comunicação, diz João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento de Fiat. “Percebemos que era importante falar para a família e para as crianças. É interessante que a as pessoas ouçam falar da Fiat dentro de casa, como uma marca moderna, ligada a momentos bacanas e que permita que as pessoas brinquem com ela”, diz.
Esses momentos ajudam a “criar uma relação de afetividade com a marca”, diz Ciaco. Trata-se, nas suas palavras, de uma nova plataforma de comunicação, que reforça a visibilidade da montadora e que influencia a decisão de quem assina o cheque.
A Fiat chegou a criar um jogo na internet para pais e filhos, em que eles pilotam um Punto TJet, um carro turbo. “Em vez de focar no pai, decidimos focar no filho, que influencia o pai na decisão de compra”, afirma Ciaco. A montadora é a única entre quatro maiores do país a investir nessa estratégia.
Uma das ideias que orienta a empresa é que o processo de compra de um carro é compartilhado, discutido com a família e a linha Fiat Toys tenta cativar a todos da casa, passando pelas crianças. A fórmula está dando certo e seus efeitos têm sido acompanhados por pesquisas encomendadas pela montadora, diz o executivo.
Mas especialistas em marketing têm suas dúvidas. “O pai ou a mãe não precisa de um brinquedo para saber se um carro é bom ou não. Ele forma sua lista de opções com base em informações, em preço. Não é esse portfólio de produtos infantis que vai influenciá-lo”, diz Ricardo Klein, diretor do Grupo Troiano de Branding. Eduardo Tomiya, diretor-geral da BrandAnalytics, avalia que a estratégia pode ter algum efeito, mas limitado. Para ambos, no entanto, o que a Fiat tenta criar é um público de base, antecipando a familiaridade de futuros consumidores com a marca. A montadora diz que a ênfase não é formar clientes do futuro.
E as crianças? O que acham dos “fiatizinhos”? O jogo Super Banco Imobiliário com a marca da montadora, lançado em outubro de 2010, em parceria com a Estrela, já vendeu 450 mil unidades; o 500 de controle remoto, quase 100 mil.
A advogada do programa Criança e Consumo do Instituto Alana, de São Paulo, Ekaterine Karageorgiadis, vê a iniciativa com muitas reservas. “Nossa crítica é o uso do entretenimento infantil para transmissão de uma mensagem comercial”, diz ela. As crianças, claro, brincam há gerações com carrinhos, jogos de tabuleiros, mas agora passam a brincar com um Uno, por exemplo, sem saber que o objetivo daquilo é influenciar seus pais a comprarem um carro, diz a advogada. Em resumo: “As crianças passam a ser promotoras de venda da marca, sem ter essa noção.”
Até o fim do ano, a empresa planeja lançar um Uno elétrico, um Autorama Fiat Linea, miniaturas Fiat, mais carrinhos de controle remoto, aplicativos para tablet e material escolar, como caderno Fiat e mochila 500, personagens Fiat entre outros itens. A linha toys é uma experiência que ganha corpo no Brasil, diz Ciaco. Na Itália, a plataforma de comunicação paralela mais forte é a moda.
O Valor Econômico, Empresas, 3/6/2012
Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/ via http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/.
Facebook: marcas poderão saber porcentagem de fãs que viram determinado conteúdo
Aplicativo foi liberado nesta quarta-feira. Plano é aumentar presença das marcas na rede social
O Facebook lançou nesta quarta-feira uma nova aplicação para páginas usadas pelas marcas, as brand pages. Agora será possível visualizar a porcentagem de fãs que aprovaram determinado conteúdo, uma função que a empresa diz que já estava presente na versão mais antiga das páginas de publicidade e que agora começa a voltar com nova cara.
O aplicativo deve facilitar o monitoramento do quão bem sucedidas são as campanhas divulgadas pela rede social. De acordo com a companhia, um post feito em uma brand page é visto por cerca de 16% dos fãs, número que tanto o Facebook quanto as marcas estão trabalhando para aumentar.
A nova função permitirá também o acompanhamento em tempo real de tendências virais, fazendo parte de uma estratégia do Facebook de tentar prover mais ferramentas de análises para as marcas e consequentemente ampliar a presença delas nas timelines de seus usuários. O plano é o principal na estratégia de monetização do Facebook, visto com ainda mais atenção pelos acionistas depois da oferta pública de ações (IPO) e da presença da rede social na bolsa de tecnologia Nasdaq.
Fonte: Olhar Digital
Há 3 bilhões de mulheres que não se parecem com supermodelos e apenas 8 que se parecem.
“There are 3 billion women who don’t look like supermodels and only 8 who do.
The BodyShop é uma empresa de produtos cosméticos naturais que parece conhecer seu público alvo: nós. Mulheres normais, comuns, não supermodelos.Seu slogan “Conheça sua mente, ame seu corpo” é o tipo de conselho que precisamos assimilar.
Esse é um exemplo de um anúncio simpático e empático que poderia inspirar as nossas empresas.
Reaproveitamento do meme Luiza que está no Canadá feito pela operadora Vivo, com Gerardo Rebello, o pai da Luiza que agora está no Brasil
LUIZA (que já voltou do Canadá), OS MEMES E AS MÍDIAS SOCIAIS
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Caiu na rede, todo mundo comenta. Esse são os memes, imagens, gírias ou comportamentos que vão sendo repassados pela internet e viram mania.
Segundo a professora de marketing digital Martha Gabriel, os memes surgem ou porque alguém achou engraçado, ou para pertencer a algum grupo, para ganhar dinheiro ou até mesmo para ser aceito.
Rage FacesQualquer pessoa pode ser iniciador de um meme, o fato é que eles constituem manifestações únicas e espontâneas que não podem ser copiadas, não têm replay e perdem suas características se reaproveitados como algumas marcas fizeram com o “Luiza, que está no Canadá”.
O primeiro reaproveitamento foi feito pela operadora Vivo que, imediatamente, providenciou um comercial para a Vivo Internet 3G com Gerardo Rebello, o pai da Luiza do Canadá que agora está no Brasil.
Nesse comercial (de roteiro duvidoso), ele revela que usava a internet 3G da Vivo para falar com a Luiza quando ela estava no Canadá (acho que perdi essa parte), e faz um apelo surpreendente no final. Infelizmente, o apelo surpreendente não vingou e, ao que parece, a Regina continuará na Alemanha (rs).
O vídeo já acumula mais de 400 mil visualizações, mas infelizmente não temos o feedback dos usuários já que, diferente do Magazine Luiza, a Vivo não permitiu que os usuários avaliassem ou comentassem seu vídeo (#fail).O segundo reaproveitamento foi um vídeo que você pode visionar aqui (de produção e roteiro duvidodos) idealizado pelo Magazine Luiza para um concurso cultural em que um novo nome seria escolhido para o magazine (já que a Luiza estava no Canadá). Dessa vez, a protagonista foi a própria Luíza que convidava os usuários (animadíssima?) a participarem do concurso.Felizmente, o Magazine Luiza deu oportunidade para os usuários avaliarem o vídeo e, infelizmente, o resultado não foi muito satisfatório. Quase 90% das avaliações são negativas.
Observação: O vídeo linkado acima não é o original. O material produzido e publicado no canal do Magazine Luiza no Youtube foi marcado como privado, certamente em função da má repercussão. (trecho atualizado em 22/02/2012.)
Aqui, cabe lembrar que meme e viral não são a mesma coisa. Enquanto o viral (como o próprio nome sugere) é qualquer coisa que se espalha rapidamente, o meme é algo que, além de se espalhar de maneira colaborativa e orgânica, ganha versões e pode ter o seu significado alterado.
Isso signfica que “Luiza, que está no Canadá” se trata de um meme que se espalhou e ganhou várias versões […].
Fonte da imagem: tuamaegosta via escrevalolaescreva (quinta-feira, 19 de abril de 2012)
Cartaz pra comprimido de dor de cabeça: “Seu cartão de crédito estourou. Mas sua mulher ficou linda”. Precisa explicar?
É o mesmo clichê do comercial da Hope coma Gisele, em que ela estoura o cartão de crédito do marido e precisa usar seu charme de brasileira pra contar a notícia pra ele. É o mesmo clichê de um anúncio gaúcho que uma leitora me enviou uns tempos atrás. A ideia é que mulher não tem sua própria renda. E, como mulher é um bicho ultraconsumista, gasta toda a grana do marido/namorado em futilidades. Mas pelo menos ela fica linda e arrumada -– que é, afinal, a única coisa que importa em se tratando de mulheres. A dor de cabeça do marido provedor é compensada.
Mas você notou, lá no meio do cartaz, uma seta azul com os dizeres “O machismo nosso de cada dia”, apontando pra frase “sua mulher ficou linda”? Isso foi obra da Gabriela, de 24 anos, e sua namorada. E aconteceu anteontem, na estação de metrô Belém, em SP. Gabi me enviou o email: “Segue uma singela, porém necessária, atitude minha e da minha namorada. Se quiser e considerar pertinente, divulgue para nós! Pretendemos continuar com as intervenções; acho que ainda ouvirá falar de nós por aí!”.Alguém pichou este outdoor. Não sei quem, nem quando, nem onde.
Isso me lembrou uma matéria que vi recentemente na revista americana Ms. (a LisAnaHD me deu uma assinatura da revista feminista que agora completou 40 anos, sobre Irmela Mensah-Schramm, uma senhora alemã que há 25 anos apaga pichações de ódio. Ela risca adesivos nazistas ou grafita por cima. Apesar de sua missão louvável, ela recebe
caras multas da polícia por depredação de propriedade, além de ser perseguida por grupos neonazistas, que não gostam de ter suas criações vandalizadas.
Lógico que vai ter gente que apoia Irmela (vandalizar pichações tudo bem) e condena Gabriela e a namorada. Porque uma coisa é grafite, e nazista, ainda por cima, algo que nem deveria estar naquele muro em primeiro lugar. E outra coisa é colocar papéis em cima de (ou pichar!) inocentes outdoors que pagaram pra estar lá. Pichações nazistas estão pregando ódio, então tá certo se rebelar contra elas. Mas propaganda que só é machista pros olhos sensíveis das feministas radicais não está pregando nada. Só quer vender, tadinha! E vem duas lésbicas e não deixam?
Guerrilha urbana! O outdoor diz: “Se [o carro] fosse uma mulher, levaria um beliscão no bumbum”. Uma mulher pichou: “Se essa mulher fosse um carro, te atropelaria”.
Ou talvez nossa sociedade encoraja tanto o machismo e a misoginia que já nos anestesiamos contra eles? Nem o percebemos mais? Não é tão gritante como uma suástica?
Parabenizo e apoio a ação de Gabriela e namorada. Se o capitalismo tem dinheiro pra comprar espaços públicos (e como tem!), nós temos o direito de protestar contra o que é veiculado nesses espaços comprados.
E lembre-se: o problema não é a gente ver machismo em tudo. O problema é você não ver.
Não somos tímid@s. Somos contagios@s. E leitoras muito rápidas já começaram um Google Group de combate, o Machismo Nosso de Cada Dia. Entre lá!
E se fosse com você?? Sequência de tweets da @meninanaopode
por Pablo Mayer http://braboscomics.com/blog/
I designed a spoof poster a year ago then thanks to Google images and a lack of translation this...
Fizemos essa imagem para o carnaval, mas a dica é para o ano inteiro:

Kinderovo: Agora com Gênero!
No mesmo feeling da ‘Bic for Her’ que deixou mulheres em todo o mundo surpresas ao descobrirem que a caneta bic...