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Publicado no YouTube em 20/06/2012 por endangeredlanguages
Cerca de metade dos idiomas existentes no mundo corre o risco de desaparecer completamente. Mas o Google lançou um projeto para tentar frear esse processo.
O Endangered Languages Project é um site onde pessoas podem achar e compartilhar as mais atualizadas e abrangentes informações sobre as mais de 3 000 línguas em extinção ao redor do mundo. A midiateca virtual consistirá, com o tempo, num acervo de vídeos, áudio e textos empregáveis em processos de aprendizagem e ensino.
Saiba mais em http://www.endangeredlanguages.com.
18.04.2012 - 11:51 Por Susana Almeida Ribeiro no Journal Público
Duas das mais importantes figuras mundiais ligadas ao desenvolvimento da Internet nas últimas décadas - Tim Berners-Lee e Sergey Brin - defendem que as tentativas de controlo e censura da Web que se têm multiplicado um pouco por todo o mundo são “perigosas” e “assustadoras”.
Ambos os especialistas em Internet falaram recentemente ao diário “The Guardian”, num especial que este jornal britânico está a conduzir acerca da batalha pelo controlo da Internet a que se tem assistido em todo o mundo e que está a ser protagonizado por governos, empresas, estrategas militares, activistas e hackers.
Se em países como a China, a Arábia Saudita e o Irão as censuras à actividade dos utilizadores são explícitas e constantes, nos EUA e no Reino Unido a censura também tem começado a anunciar-se, embora de outras formas. Na América foi a vez de a Administração Obama ter apresentado duas propostas de lei, a SOPA (Stop Online Piracy Act) e a PIPA (Protect IP Act), que têm como alvo impedir o acesso a sites que violam os direitos de autor mas que, potencialmente, ameaçam sites inócuos com conteúdos gerados pelos próprios utilizadores, podendo em última análise ser uma ameaça à liberdade de expressão e à inovação.
Paralelamente, está em marcha nos EUA a CISPA (Cyber Intelligence Sharing and Protection Act), que, caso venha a ser aprovada (a votação decorre na próxima semana), daria ao governo norte-americano opções e recursos adicionais para garantir a segurança das redes contra ataques e reforçar a luta contra a violação dos direitos de copyright.
No Reino Unido, a actual polémica prende-se com a anunciada legislação com vista à monitorização em tempo real de toda a actividade online – o que inclui emails, navegação em sites, blogues e redes sociais.
Rapidamente os detractores desta anunciada lei fizeram saber que o combate ao crime e ao terrorismo está a converter-se em invasão de privacidade. Esta teoria foi agora apoiada pelo homem que é considerado o “pai” da Internet tal como a conhecemos hoje, Sir Tim Berners-Lee.
“Destruição dos direitos humanos”, diz Berners-Lee
Tim Berners-Lee, considerado o fundador da World Wide Web e cuja função actual é precisamente aconselhar o governo britânico sobre a forma de tornar os dados públicos mais acessíveis aos cidadãos, veio dizer em entrevista ao “The Guardian” que a extensão dos poderes de vigilância estatal a praticamente todos os domínios da Internet é uma “destruição dos direitos humanos” e que irá tornar vulnerável a uma eventual exposição pública uma grande quantidade de informação íntima.
“Se passar a ser possível monitorizar a actividade de Internet, a quantidade de controlo que se passa a ter sobre as pessoas é incrível. Fica-se a conhecer cada pormenor… De certa forma fica-se a conhecer pormenores mais íntimos sobre a vida de alguém do que as pessoas com quem esse alguém fala todos os dias, porque muitas vezes as pessoas confiam na Internet quando procuram informações em sites médicos… ou por exemplo quando um adolescente procura na Internet informações sobre homossexualidade…”, descreve o engenheiro informático.
“A ideia de que, rotineiramente, devemos guardar informação acerca de pessoas é obviamente muito perigosa. Isso significa que passará a informação que poderá ser roubada, adquirida através de funcionários corruptos ou operadoras corruptas e usada, por exemplo, para chantagear pessoas do governo ou do Exército. Arriscamo-nos a que haja abusos se armazenarmos estas informações”, alertou o especialista.
Tim Berners-Lee considerou ainda que, se o governo considera ser essencial armazenar todo o tipo de informações sensíveis acerca dos seus cidadãos, então é necessário criar um “organismo fortemente independente”, que averiguaria - de forma isenta - se as informações recolhidas são ou não válidas em termos de ameaça à segurança nacional.
Porém, tal como está neste momento, a legislação “deve ser travada”, disse claramente Berners-Lee ao “The Guardian”.
Esta oposição aberta à legislação por parte de uma figura com tanto peso como Berners-Lee está com certeza a criar “dores de cabeça” à ministra britânica do Interior, Theresa May, que já fez saber que as medidas vão mesmo avançar no próximo mês, após o discurso da rainha, agendado para 9 de Maio.”É assustador”, diz Brin
Tal como Berners-Lee, também Sergey Brin - um dos fundadores do Google - é um defensor de uma “Internet aberta” e um crítico de todos aqueles que tentam atacar esses princípios de abertura.
Na entrevista ao “The Guardian”, Brin alertou para o facto de haver “forças muito poderosas que se arregimentaram contra a Internet aberta, em todas as frentes e em todo o mundo”. “Estou agora mais preocupado que nunca. É assustador”, reforçou.
Na sua opinião, a ameaça à liberdade da Internet deriva de uma combinação de governos que, cada vez mais, tentam controlar a comunicação dos seus cidadãos, da indústria de entretenimento, que tenta acabar com a pirataria, e do crescimento de “jardins murados restritivos” como o Facebook e as aplicações da Apple, que controlam de forma muito apertada o software lançado nas suas plataformas.
O bilionário de 38 anos - cuja família fugiu do anti-semitismo que reinava na antiga União Soviética - é considerado a força motriz por detrás da saída do Google da China, em 2010, por causa das generalizadas tentativas de controlo e censura por parte do regime de Pequim e também por causa dos constantes ciberataques.
Há cinco anos, Brin disse não acreditar que a China ou qualquer outro país pudesse restringir, efectivamente, a Internet, mas o criador do Google indica agora que já percebeu que estava enganado: “Achei que não havia maneira de pôr o génio outra vez dentro da garrafa, mas agora parece - em algumas áreas - que o génio já foi posto dentro da garrafa!”.
Para além de se preocupar com a censura à Internet em países como a China, Arábia Saudita e Irão, o criador do Google mostrou-se igualmente preocupado com a situação nos EUA, reconhecendo que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de informação delas próprias que neste momento já está nas mãos das autoridades uma vez que está armazenada em servidores do Google.
Brin esclareceu que a sua empresa é forçada, periodicamente, a fornecer dados dos seus utilizadores às autoridades e, algumas vezes, é mesmo proibida - por meios legais - de notificar os seus utilizadores que o fez. “Lutamos muito contra isto e conseguimos muitas vezes não obedecer a estes pedidos. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para proteger os dados. Se pudéssemos (…) não estar sujeitos às leis norte-americanas, isso seria óptimo. Se pudéssemos estar numa jurisdição mágica na qual todas as pessoas do mundo confiassem, isso seria óptimo… Estamos a fazer isso o melhor possível”, disse.
Brin alertou ainda para a forma fechada de operar das plataformas Apple e do Facebook, que na sua opinião dividem a Web. “Por exemplo, toda a informação contida nas aplicações - essa informação não é ‘rastreável’. Não é possível fazer buscas por ela”.
Brin indicou ainda que ele e o seu companheiro de criação do Google, Larry Page, não teriam hoje sido capazes de criar o gigante tecnológico que fundaram em 1998 se a Internet já estivesse dominada pelo Facebook. “Temos que jogar de acordo com as regras deles, que são realmente restritivas. O tipo de ambiente em que desenvolvemos o Google - e a razão pela qual conseguimos desenvolver um motor de busca - era muito aberto. A partir do momento em que há demasiadas regras, isso reprime a inovação”.
Pode-se argumentar que Brin terá palavras duras contra o Facebook porque este site se tornou rapidamente num gigante mundial - com cerca de 850 milhões de utilizadores activos em todo o mundo - e num poderoso rival do Google em vésperas de se estrear na bolsa.Mas Berners-Lee também há muito que vem alertando para o perigo da dominância da Internet por “silos” como o Facebook e as aplicações fechadas da Apple. Já em 2010 Berners-Lee tinha chamado a atenção para este problema, permanecendo actualmente preocupado com a criação de “fortes monopólios”. Berners-Lee acredita, porém, que é improvável que gigantes como o Facebook possam gozar do seu império indefinidamente. “(…) As coisas estão em mudança contínua, por isso é muito difícil dizer (…) como é que isto vai estar daqui a uns meses”.
Fonte: www.publico.pt.
TURMA DE 2011 - Parte 1
E se as mídias sociais fossem um high school ?
Eis uma lista original das redes virtuais, como se fosse o anuário do colégio de mídias sociais.
Para ver a parte 2, clique aqui.

(Thinkstock)
A Wikipédia, não há dúvida, é um dos melhores frutos da internet. Você quer saber quando nasceu Napoleão ou qual o peso de um átomo de carbono? O conhecimento acumulado em 20 milhões de artigos em 283 línguas, por 100.000 colaboradores, pode ajudá-lo. Não à toa, 365 milhões de pessoas atualmente recorrem a ela. Mas experimente apresentar as seguintes questões à enciclopédia colaborativa: turistas brasileiros precisam de visto para entrar na Islândia? Como fazer o cabelo crescer mais rapidamente? Onde há bons cursos de sommelier na cidade de São Paulo? Você se frustrará. O mesmo pode acontecer ao procurar resposta a essas indagações nos buscadores. Sites como o brasileiro Ledface e o americano Quora, contudo, se esforçam em criar um ambiente propício ao surgimento de respostas adequadas. Embora recorram ao mesmo conceito no qual se apoia a Wikipédia – a chamada inteligência coletiva –, eles têm uma característica diversa daquela da enciclopédia on-line: atendem a demandas extremamente pessoais.
O Ledface, por ora, é quem melhor explora o conceito da “colaboração focada em conhecimento subjetivo”. O serviço, lançado há quatro meses, reúne uma minúscula base, de aproximadamente 4.000 usuários. Mesmo assim, já chamou a atenção de investidores que colocaram 200.000 reais no negócio. Até o fim do ano, mais 500.000 reais devem ser aportados ao serviço.
O sistema mistura inteligência artificial e inteligência coletiva. Por trás da interface, um algoritmo desenvolvido por um grupo de ex-estudantes da Unicamp analisa o perfil dos cadastrados e encaminha a questão para aqueles mais gabaritados a apresentar a solução. Até cinco são convocados: eles formulam a resposta, enviada em seguida ao remetente. No caso da hipotética viagem à gélida Islândia, a incumbência de esclarecer se turistas brasileiros precisam de visto recairia sobre usuários que declararam ter algum grau de intimidade com o assunto - uma viagem ao país europeu ou conhecimento da burocracia internacional, por exemplo. É uma grande diferença em relação a sites que tentaram prestar o mesmo serviço, como o Yahoo! Respostas: nesse caso, não há nenhum tipo de controle sobre quem atende às demandas de usuários.
“O Google consegue nos dizer quem foi Bruce Lee, mas não pode sugerir seus melhores filmes”, explica o engenheiro de produção Horacio Poblete, fundador do Ledface. “Por isso, decidimos desenvolver a plataforma.” A meta é reunir nela ao menos 100.000 usuários. O número, nos cálculos do empresário, deve garantir acurácia ao sistema. Esse é um caso em que quantidade se traduz em excelência. Quanto mais usuários na rede, maior a diversidade de perfis, maior a gama de conhecimentos - e maiores as chances estatísticas de uma resposta ser satisfatória. “Com 100.000 usuários, poderemos, em prazo menor, tratar de temas tão diversos como moda, educação, gastronomia, música ou sustentabilidade”, diz Poblete.
(…)
O britânico Adisa Nicholson, de 19 anos, estudante de ciências da computação da Universidade Coventry, é colaborador do Quora e vê no site uma chance de acrescentar conhecimento às avançadas – mas limitadas – ferramentas de buscas ou mesmo à Wikipédia. “O Quora permite às pessoas expressarem seus pontos de vista à respeito da vida, do mundo ou mesmo de um tópico muito específico”, diz. “O site acolhe a diversidade de pontos de vista, reúne individuos de todo mundo e estimula o debate de ideias.”
O conceito de inteligência coletiva pode se desenvolver na web, mas é anterior à aparição da rede. Alexandre Campos Silva, professor do departamento de computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), lembra que empresas já adotavam a mecânica antes de a web se consolidar. “A comunidade de prática, como é conhecido o modelo fora da rede, sempre foi uma maneira das companhias buscarem soluções para problemas complexos. Elas reuniam profissionais, apresentavam o desafio e aguardavam uma resposta coletiva”, diz Silva. “A diferença é que isso acontecia em um ambiente off-line.”
Na internet, o modelo tem, sim, suas limitações. Depende da boa vontade – e da boa-fé – dos usuários. Mas o acadêmico aposta que os serviços baseados na colaboração tendem a crescer. Uma razão para isso é o número crescente de usuários da rede. Outra é esta: nada melhor do que pedir ajuda ao mundo, se você precisa resolver um problema pessoal. “As pessoas têm pressa, querem ser mais produtivas. É natural que recorram a esses sites se ali encontrarem informação confiável”, diz Silva.
Fonte: veja.abril.com.br
E se fosse com você?? Sequência de tweets da @meninanaopode
por Pablo Mayer http://braboscomics.com/blog/
I designed a spoof poster a year ago then thanks to Google images and a lack of translation this...
Fizemos essa imagem para o carnaval, mas a dica é para o ano inteiro:

Kinderovo: Agora com Gênero!
No mesmo feeling da ‘Bic for Her’ que deixou mulheres em todo o mundo surpresas ao descobrirem que a caneta bic...