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Tumblr da área de educomunicação, vulgo educom, destinado a todo educador que acredita na não-excludência entre a originalidade e o compromisso, o humor e a seriedade, o novo e a tradição. =) |
Em memória de Aaron Swartz.
(a hastag pdftribute foi criada para académicos poderem disponibilizar os seus trabalhos a toda a comunidade)
(via everyebooks)
Esse ladrãozinho fedorento de New York baixando artigos científicos é tão perigoso quanto um ladraozão armado com uma arma na sua cabeça!
Publicado no Youtube em 25/10/2012 por phdcomics
What is open access? Nick Shockey and Jonathan Eisen take us through the world of open access publishing and explain just what it’s all about. Make sure to watch it in HD and Fullscreen!
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CREDITS
Animation by Jorge Cham
Narration by Nick Shockey and Jonathan Eisen
Transcription by Noel Dilworth
Produced in partnership with the Right to Research Coalition, the Scholarly Publishing and Resources Coalition and the National Association of Graduate-Professional Students
25/05/12 // por Mariana Fonseca
Pergunte numa sala cheia de professores engajados o que é REA. Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três: nem todos vão saber responder. O conceito de REA, ou Recursos Educacionais Abertos, completa dez anos de existência, mas sua difusão ainda é um desafio.
A definição mais aceita pela Unesco, que cunhou o termo em 2002 no primeiro fórum global sobre o tema, é que REA (ou OER, na sigla em inglês) são “materiais de ensino, aprendizagem e pesquisa que estão em domínio público ou liberados em licenças de propriedade intelectual que permitem livre uso, adaptação e distribuição por terceiros”. Com material aberto, é possível usar livros inteiros, módulos, trechos de cursos, teses, jogos, mídia digital ou analógica, inclusive fazendo cópias na íntegra ou mudando pedaços para adaptar os conteúdos à realidade local.
Nos Estados Unidos, o secretário de educação Arne Duncan (cargo americano equivalente ao do ministro da educação, no Brasil) se uniu ao Creative Commons e ao Open Society Institute, ambas organizações defensoras do tema, para fazer campanha a favor da difusão dos REA. Eles estão organizando um concurso que vai dar até US$ 25 mil aos melhores vídeos que expliquem o que são esses recursos.
Como o próprio Duncan diz no vídeo de apresentação do concurso, o presidente Obama disponibilizou US$ 2 bilhões para que sejam desenvolvidos materiais educativos em licença aberta no país. “Mas ainda é preciso difundir o uso dos REA para acelerar o acesso a esses materiais e diminuir os custos da educação de qualidade para escolas, estudantes e professores”, afirmou o secretário.
Onde estamos
No Brasil, um projeto de lei do deputado federal Paulo Teixeira (PT) ainda aguarda um parecer da Comissão de Educação e Cultura do governo. O projeto determina que qualquer obra resultante do trabalho de servidores públicos, incluindo professores e pesquisadores, seja licenciada e disponibilizada à sociedade por meio de licenças livres.
Na mesma linha, um projeto de lei estadual, do deputado Simão Pedro (PT), de São Paulo, está mais adiantado que o projeto nacional, já passou por três comissões com parecer favorável e está pronto para ser votado. Na capital paulista, as comemorações dos dez anos dos REA acontecem nos dias 30 e 31 de maio na Casa de Cultura Digital, que realiza o simpósio Recursos Educacionais Abertos: Promovendo o Acesso e o Intercâmbio de Conhecimento. No evento também será lançado o livro Recursos Educacionais Abertos: Práticas Colaborativas e Políticas Públicas.
[…]
No caso dos REA, uma das bandeiras levantadas pelo movimento brasileiro e que vai no sentido do que vem sendo defendido por Teixeira é que todo conteúdo financiado por dinheiro público fique aberto à população para uso livre. “Se um livro é produzido por financiamento de um órgão público, ele deveria estar aberto para qualquer cidadão. Se o recurso é público, o conteúdo deve ser público”, defende Amiel [Tel Amiel, pesquisador do NIED (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) da Unicamp], que apresentará, no encontro, uma cartilha sobre o tema preparada pelo grupo que coordena, o Educação Aberta.
Amiel cita o Scielo Books como uma iniciativa brasileira que caminha em consonância com os conceitos dos REA. “O portal de artigos científicos é uma iniciativa de editoras que lançaram livros abertos. Outro exemplo é o próprio Domínio Público, do governo, que é um pouco confuso, mas já oferece esse modelo”. Outras iniciativas seriam a biblioteca Brasiliana, da USP, a Matemática Multimídia, da Unicamp, e ainda o Projeto Folhas da Secretaria de Educação do Paraná, com licenças abertas para livros impressos. “No mundo, grandes referências são a própria Wikipedia e o site Connexions, que permitem a remixagem dos materiais oferecidos por lá.”
Para Amiel, o conceito mais interessante por trás dos REA é o de garantir maior acesso aos recursos didáticos e às infinitas possibilidades que as novas tecnologias podem viabilizar. “Talvez essa necessidade de difundir o termo REA, mesmo depois de dez anos, seja natural. Estamos caminhando, mas é fato que ainda não ultrapassamos um problema básico, que é o de acesso. Nem todos têm banda larga para internet e é preciso haver melhor formação dos professores… O potencial dos REA não exclui a necessidade de lidar com outros problemas.”
Fonte: porvir.org.
Vídeo do pesquisador Tel Amiel - pesquisador do NIED (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) da Unicamp - explicando o conceito de REA, por ocasião do Encontro Internacional Educarede 2011.
De acordo com Tel Amiel, os REA fazem parte de um movimento mais amplo em favor do acesso à informação. “Temos visto discussões sobre abertura de dados, por exemplo, que fazem parte dessa ideia de facilitar o acesso à informação. Dados abertos podem não estar diretamente ligados à educação, mas a possibilidade de professores pensarem e criarem em cima de dados abertos é muito rica.”
Acaba de ser lançado o e-book Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas, organizado por Bianca Santana, Carolina Rossini e Nelson De Luca Pretto. O livro possui, além da Apresentação, três partes: Reflexões teóricas, Experiências e depoimentos, e Entrevistas.
Há um site que inclui o mesmo conteúdo, em diferentes formatos, do trabalho, voltado à discussão das possibilidades dos REAs numa educação mais plural e colaborativa. “Políticas, programas, projetos e materiais educacionais que se fechem em si mesmos estão, no nosso compreender, fadados ao fracasso. Queremos uma escola, cujos muros possam ser assaltados pela diversidade de olhares e de percepções que permitam, de forma quem sabe até contraditória, pensar na ausência do muro e da escola”, notam os organizadores na Apresentação (http://midiaseducacao.blogspot.com.br).
Fonte: http://midiaseducacao.blogspot.com.br/2012/06/e-book-recursos-educacionais-abertos.html.
Mel Bleil Gallo - para o Observatório do Direito à Comunicação
29.02.2012
“O ano de 2011 foi magnífico em todo o mundo. Protestos, marchas, manifestações, invasões de sites, ocupações… O céu foi o limite! Mas ainda temos muito o que fazer!” Essa foi a mensagem que o grupo Anonymous enviou ao público, com um convite para 2012: “Aqui, no Brasil, ainda tem muita gente de olhos fechados para toda a realidade. Somos tratados como peões nesse imenso tabuleiro de poderosos, mas somos tantos que conseguimos ser mais fortes! Mas precisamos nos unir para isso. Precisamos achar nossos pontos comuns e somar forças. Você não é só mais um, é um a mais!”
A entrevista surgiu com uma troca de mensagens por Twitter, seguida por e-mail e agendada pelo Skype. Phoenix, Bode e Fá são três anônimos, com diferentes sotaques brasileiros. No país, o grupo combate crimes ambientais e sociais, como no caso do massacre na Ocupação de Pinheirinho (SP), da construção da Usina de Belo Monte (PA) e do Setor Noroeste (DF). Puxou manifestações em defesa do Ficha Limpa, derrubou sites importantes como o da Secretaria de Cultura do DF, invadiu contas bancárias e puxou boicotes direcionados a empresas contra a liberdade de expressão e acesso à informação. Nessa entrevista, conhecemos um pouco mais sobre ideais, ações e objetivos do movimento que usa o mundo virtual para criticar – e transformar - a realidade.
Observatório do Direito à Comunicação: Como surgiu o movimento Anonymous?
Phoenix: Desde 2003. Foi onde começou a ideia basicamente.
Bode: Mas já tinha experiências bem antes, né?
Phoenix: É, isso foi em 1999. Teve o protesto em Copenhague, com a máscara de ópera, ainda não era a do Guy Fawkes, que usamos hoje. Nesse protesto, tinham pessoas na internet que faziam viralizar as imagens, as ideias e as informações transmitidas. Até que alguém teve a perspicácia de dizer “somos anônimos, não esquecemos, não perdoamos, espere por nós” e o meme acabou virando moda. Um meme se trata disso: ideias e informações que viralizam. A partir de então, foi se criando a ideia de uma legião, que somos todos nós, que lutamos contra a opressão e pelos nossos direitos de liberdade de informação. Essa ideia cresceu muito com as operações que começaram a ser feitas. A primeira foi contra a Cientologia, uma Igreja que perseguia seus opositores…
Quando que foi isso?
Phoenix: Foi em 2004. Aí que surgiram os Anonymous que utilizavam a máscara do Guy Fawkes e trabalhavam com uma noção de pessoas anônimas lutando contra a opressão.
Por que a máscara do Guy Fawkes?
Bode: Você viu o filme V de vingança ou o gibi? É mais ou menos o que ele explica, de se sentir como alguém sem face, todos numa única voz. O Guy Fawkes é uma espécie de Tiradentes inglês, que morreu mantendo um ideal. Ele era católico e na época eles não tinham direitos políticos plenos, porque a Inglaterra era anglicana, então ele queria destruir o parlamento. E ainda que o ideal dele não seja o mesmo que o da gente, nossa ideia também tem a ver com direitos políticos. O V era anarquista, mas nós não temos uma concepção política fixa, não somos anarquistas, capitalistas ou comunistas.
E então a partir de 2004 é que vocês se tornaram mais ou menos o que são hoje em dia?
Phoenix: É, após as ações contra a Cientologia veio a ideia também de hackear e derrubar sites que agiam contra a liberdade de expressão. Um exemplo foi o ataque à Mastercard e à Visa, no ano passado, depois de eles boicotarem o Wikileaks. Foi aí que o movimento passou a ganhar forças: quando se uniu por outras causas, porque até então era só contra essa Igreja. Nossa tática é ocupar espaços da rede. Há várias formas de se manifestar, você pode fazer uma greve, uma marcha, ou esses ataques. São táticas diferentes.
Há quanto tempo vocês, nesse coletivo, atuam juntos?
Phoenix: Desde 2011. Eu já participava de outro movimento, onde levantava informações para conscientizar as pessoas. Isso me ajudou muito a coletar informações e, quando surgiu o Anonymous, eu vi a possibilidade de compartilhar aquilo que eu sabia.
E por que tirar um site do ar? O que isso representa?
Bode: Tem determinadas operações que têm necessidade de fazer um ataque desses para chamar atenção. Mas tem operações que destoam desse sentido.
Phoenix: É relativo. Acho que funciona como uma ação real, mas nunca como consequência e danos ao cidadão. Você pode boicotar uma empresa que polua, ou que queira restringir o acesso à informação, por exemplo.
Bode: Nesse sentido, tem aquela operação da Amazônia (#OPAmazonia <link http://opamazonia.blogspot.com/>), sobre a divisão do Pará e a construção de Belo Monte. E quando você derruba um site, chama a atenção da população quando as pessoas acessam o link de um político corrupto, ou de uma empresa, e vê que caiu e tem uma mensagem explicando o porquê daquela operação. As pessoas começam a ir atrás de outras informações.
Phoenix: Sem contar que não é só derrubar site, existem outras formas de fazer isso, como no caso de um policial que batia nos estudantes. O Anonymous foi atrás e divulgou a identidade dele, para obrigá-lo a responder pelos seus atos. Foi um trabalho hacker, de invasão, não de derrubada de site.
Vocês dizem que têm uma proposta de não direcionar os ataques para cidadãs e cidadãos em geral, mas recentemente foram criticados inclusive pelo Sérgio Amadeu, na Campus Party, por atacar contas bancárias de gente comum e não de grandes empresários. Por que essa ação foi tomada?
Bode: É complicado falar disso, por que essa ação não foi pensada pela gente. Foi feita por um grupo fechado, que organiza suas próprias ações, sem um coletivo real, só pra chamar a atenção.
Phoenix: Não dá pra agir assim, porque Anonymous não é só ação, você tem que construir um conceito, um sentido, que se possa viralizar e chegar na população, para que ninguém tenha dúvidas do que você está fazendo.
Vocês acham que existe um limite para a ação do hacker? O que não seria interessante para um grupo como o Anonymous fazer?
Bode: Não tem algo que não se possa fazer. Dar limites vai contra o que a gente fala, causa um paradoxo. O que a gente espera é que a população veja as ações e diga: “oh, isso aqui não tá de acordo com o que eles reivindicam, com as causas que eles defendem, talvez não seja uma ação do grupo” e critique. As pessoas têm que se sentir na mesma causa também.
A ideia é que a população seja um termômetro do que é justo?
Bode: É um pouco o que a gente espera, né? Que a população também acorde com as nossas ações e passem a agir. A gente quer pelo menos dar um toque.
Além do trabalho hacker, o Anonymous também tem puxado alguns boicotes contra grandes empresas. O caso mais recente foi o da Sony. Essa tática tem se mostrado efetiva?
Phoenix: Na verdade, tudo tem sentido de boicote, desde o ataque aos sites até essas ações no mundo real. No caso da Sony, foi pelo apoio da empresa aos projetos de lei SOPA e PIPA nos Estados Unidos. Isso faz parte do nosso objetivo de conscientizar a população de todas as formas, viralizando as ideias. Principalmente pela internet, que é um meio da realidade que a gente deseja mudar, mas também nas ruas. Inclusive tem muitos artistas que já fazem isso naturalmente. Tudo é importante: espalhar abraços grátis, fazer palestras, teatro de rua, ações que deixem clara alguma informação. E a máscara faz com que todos façam isso sem nenhuma identidade. A identidade acaba virando a causa de todos, sem nenhum questionamento.
Fá entra na conversa.
O que projetos de lei como o Stop Online Piracy Act e o Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Acat, também conhecidos como SOPA e PIPA, além do AI 5 Digital e outras iniciativas com o intuito de controlar o espaço cibernético, representam na nossa sociedade?
Bode: É um reflexo do que já ocorreu no passado, no mundo real, quando as pessoas eram proibidas de se reunir em público, por exemplo. É uma iniciativa comum, que só mudou de plataforma. Durante esses intensos distúrbios econômicos e políticos pela Europa e a Ásia, o principal ponto de encontro das pessoas era a internet, então começaram a tentar controlar ao máximo esse espaço para impedir as manifestações e rebeliões.
Phoenix: Essa lógica da indústria cultural também limita a nossa criatividade, a construção, a criação. Tudo se trata de uma combinação de informações, imagens, músicas. E o Anonymous luta por uma sociedade livre, onde a gente não tenha que se limitar para prevalecer um sistema econômico monopolizante, principalmente na questão criativa.
Como fica a questão do direito autoral, nisso tudo?
Bode: Na verdade, é uma questão de direito comercial e direito intelectual. O comercial diz que você ao produzir e tem direito sobre a venda daquilo. No intelectual, você produz uma ideia e de alguma forma isso significa que você quis expor aquela ideia. Então é contraditório você limitar o acesso aquele produto, se era para espalhar a criação. Ou seja, a partir do momento em que você limita do ponto de vista comercial, você também limita intelectualmente.
Fá: Além do que, o direito autoral surge com uma ideia de proteger o autor que a gente sabe que é irreal: hoje as produtoras concentram a maior parte do dinheiro das vendas. Sem contar que também comporta uma noção de originalidade é inviável. Não se pode falar hoje em algo completamente original. O tempo todo você lê livros, vê filmes, ouve músicas, adquire referências e vai se formando. Esse modelo acaba sendo um modelo de cultura elitista ultrapassado. Para isso você tem outras iniciativas como Copy Left e Creative Commons, que protegem o autor de certa forma, mas não impedem o compartilhamento pelo público interessado.
Isso tudo está relacionado com uma luta de vocês pelo acesso à comunicação, né?
Fá: Claro, mas tenho certeza de que você também faz isso. Você baixa músicas, filmes, faz xérox. Não vejo a gente como guardiões de nada, é um processo acontecendo. Tem várias esferas sociais que estão cuidando e participando dessa questão também, não se restringe a uma bandeira Anonymous. É uma questão mais ampla. Você tem o pessoal da Mídia Independente trabalhando com isso há muito tempo, contra o monopólio, pela livre informação. Você tem aí também a I Confecom (Conferência Nacional de Comunicação, realizada em 2009). São várias áreas de atuação. Existe uma determinada atividade feita aqui, mas que está se conjugando com outras atuações da sociedade civil organizada também.
Ainda com relação à internet, um dos argumentos mais utilizados para aumentar o controle cibernético é o combate a crimes como pedofilia. Mas muitas vezes é apenas uma desculpa para cercear a liberdade de expressão. Como vocês veem isso?
Fá: Os governos já têm a capacidade de rastrear e investigar crimes hediondos com a lei atual. Hoje já é possível rastrear criminosos. Positivamente, para transformar a lei, acho que existem outras formas de se atuar, direcionadas diretamente para criminosos e não para usuários em geral, mas não é esse o objetivo desses projetos de lei. Acho falaciosas essas justificativas, da forma como são colocadas. É complicada a relação que se cria, dizendo que com essas leis você vai acabar com a pedofilia, com os golpes, com os crimes. Esse tipo de coisa tá aí, desde sempre, na humanidade. Não vai acabar de um dia para o outro, com uma lei. Hoje a Polícia já tem a capacidade de tirar o site de um pedófilo do ar, mas porque não tira? Porque a lei também preserva o direito do consumidor, tem os acordos internacionais, a lei é complicada né. Mas é estranho que depois de todas essas manifestações populares surjam essas iniciativas para tentar controlar a internet, com a desculpa de proteger a população. Parece mais é que tem uma elite que perdeu o poder da informação com a internet, e quer recuperá-lo.
Vocês realmente acham que a elite perdeu o poder da informação?
Fá: Eu acho que ela perdeu muito poder. Não é mais a única que pode se comunicar, que tem o veículo. Porque 20 anos atrás você até podia ter uma câmera e fazer o seu filme, mas tinha a dificuldade da distribuição. Só que essa dificuldade tá minada com a internet. Hoje você pode distribuir de casa, o que era impossível antes. Como o caso do pessoal da Rede Globo, que foi expulso na manifestação. Lógico, eles ainda têm o controle da televisão, mas na internet eles não têm mais a prioridade.
Mas hoje em dia o acesso à internet ainda é muito restrito. Vocês veem mesmo esse potencial nela para mudar a lógica da comunicação no mundo?
Fá: Não acho que tenha potencial, acho que já mudou. A lógica já é outra. A prova são essas leis. Lógico que tem esse problema: não temos acesso universal à internet, isso é um fato. Mas existe um projeto para universalizar a banda larga. Assim como outro para universalizar os tablets, por exemplo. Ou seja, essa possibilidade vai aumentar cada vez mais, se não for interrompida por essas leis. Mas a lógica de pensar já mudou, mesmo que uma boa parcela da sociedade ainda não esteja familiarizada com essas novas ferramentas, como o computador, cada vez mais essa nova lógica fica evidente. Hoje as pessoas não sabem direito onde colher informações, o que é correto, em que confiar: é muita novidade. Mas com certeza a lógica já mudou, tanto que existe um investimento pesadíssimo em marketing na internet.
Durante as manifestações no Irã e no Egito, entre outras, muita gente começou a falar que “a revolução vai ser tuitada”. Vocês acham que a relação entre as manifestações do mundo virtual e real é direta?
Fá: Não, acho que tem uma diferença aí, mas ao mesmo tempo a internet é uma ferramenta. Existe uma diferença entre quem só organiza movimentos virtuais e quem vai pra rua também. Um exemplo disso foi o que aconteceu no Brasil no 7 de setembro passado: foi algo que começou na internet e deu um monte de gente na rua. Mas não necessariamente as duas coisas estão interligadas, apesar de que a tendência é que cada vez mais as pessoas se organizem também via internet.
Uma dificuldade dos movimentos é saber transformar a indignação virtual em atos mais concretos. Vocês são um grupo mais virtual, mas têm uma boa integração com outros movimentos. Como se dá essa relação?
Fá: Depende muito. A ação em defesa do Santuário dos Pajés, no Distrito Federal, quando derrubamos o site da Secretaria de Cultura do governo foi por conta própria. Mas a gente também tem pessoas atuando em movimentos pra além do Anonymous, que fazem essa ponte.
Bode: No DF mesmo, tem gente no Santuário, na Marcha das Vadias. Em São Paulo, no Pinheirinho, nas ocupações, em Wall Street. Nosso objetivo é mesmo fazer essas ações com outros movimentos, como foi o caso com os Bombeiros no Rio de Janeiro, com os professores em Goiás. Nós somos na verdade uma reunião de pessoas que estão indignadas com alguma coisa.
E vocês planejam essas ações coletivamente?
Fá: A natureza Anonymous é muito mais anárquica do que democrática. As pessoas têm uma ilusão do consenso, que tem que ser superada. É bem legal também ficar claro que não somos um grupo fechado, que temos diversos interesses. Fiquem atentos. Não achem que tudo que sai é em nome do grupo todo. Como é uma ideia, é como um livro, cada um interpreta a história de um jeito. Existe a ideia lá, as pessoas se indignam, mas cada um vai pensar de um jeito: democraticamente, de maneira anárquica, comunista, socialista. Não existe unidade em uma formação ideológica. Há uma ação, porque a gente percebe que certas ações precisam ser tratadas, às vezes de maneira local, nacional ou global, como no caso dessas leis de restrição.
Bode: E é interessante notar que, apesar de algumas pessoas criticarem o fato de construirmos localmente, esse é um elemento importante para a descentralização.
Fá: É, a coisa é completamente descentralizada. Quando a gente fala que não tem hierarquia, não tem hierarquia. Não tem ninguém a quem você tenha que se dirigir para pedir permissão. Não existe isso. O que eu percebo é que vão se formando grupos de trabalho, de interesse, que vão agindo juntos para combater as injustiças no mundo. As formas de fazer isso é que mudam muito. Mas nosso objetivo é também que as pessoas tenham um lugar para compartilhar e acessar informações, tanto por e-mail, como pelo twitter, facebook. A gente quer que todo mundo possa contribuir com uma visão mais conceitual sobre tudo isso que está acontecendo.
Conheça mais sobre o Anonymous:No twitter:
@planoanonbr
@AnonIRC
@YourAnonNews
No site:
anonbrasil.org (em manutenção)
O twitter @AnonIRC nos encaminha igualmente ao tumblr http://anonreunionbr.tumblr.com/.
*Creative Commons
Todos os recursos educacionais produzidos pela Prefeitura de São Paulo são agora livres para download gratuito. O prefeito Gilberto Kassab assinou decreto que torna disponível a qualquer pessoa todo o conteúdo e material didático produzido pela Secretaria Municipal de Educação, através do uso de licença Creative Commons.
Este é um passo importante na ampliação do acesso ao conhecimento, uma vez que a utilização dos materiais está previamente autorizada pela Prefeitura, detentora dos direitos autorais sobre as obras. Redes de ensino de outros municípios e Estados, professores, organizações não-governamentais e demais interessados podem utilizar os conteúdos, desde que para fins não-comerciais e preservados os créditos. Todo o material produzido no futuro também estará livremente disponível na internet.
Em junho, o Secretário Municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, participou do evento “The Power of Open: O direito autoral em debate”, onde abordou a importância do licenciamento livre de obras educacionais – desde então, todo o material didático produzido pela Secretaria já estava sob licenças Creative Commons. O evento, realizado no Rio de Janeiro, foi uma iniciativa do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV (CTS/FGV DIREITO RIO) em parceria com o Creative Commons, e o vídeo do debate pode ser acessado neste link.
O release oficial informa que “a Secretaria Municipal de Educação entendeu que não fazia sentido manter o material produzido com recursos públicos sob direito autoral restrito, já que muitas vezes esses conteúdos são solicitados por outros municípios e Estados para fins didáticos e para a expansão de experiências educacionais bem sucedidas em uma das maiores cidades do país. ‘Nosso objetivo é criar uma política pública de compartilhamento. Se a Prefeitura usa recursos públicos para produzir seu material, nada mais justo que esse material poder ser compartilhado com quem tem interesse’, afirma o secretário municipal de Educação.”
O Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS/FGV) apoia ações de ampliação do uso de recursos educacionais abertos (REA), no Brasil e no mundo, como forma de fomentar o acesso ao conhecimento.
Acesse aqui o texto integral do decreto e o release oficial da Prefeitura de São Paulo.
Fonte: creativecommuns.org.br.
E se fosse com você?? Sequência de tweets da @meninanaopode
por Pablo Mayer http://braboscomics.com/blog/
I designed a spoof poster a year ago then thanks to Google images and a lack of translation this...
Fizemos essa imagem para o carnaval, mas a dica é para o ano inteiro:

Kinderovo: Agora com Gênero!
No mesmo feeling da ‘Bic for Her’ que deixou mulheres em todo o mundo surpresas ao descobrirem que a caneta bic...